Defesa de réus do mensalão pede acesso a documento

Os advogados Márcio Thomaz Bastos e José Carlos Dias, que defendem réus do processo do mensalão, pediram nesta segunda ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para ter acesso a um recente documento no qual o Ministério Público Federal reafirma suas acusações contra os suspeitos de envolvimento no esquema.

MARIÂNGELA GALLUCCI, Agência Estado

30 de julho de 2012 | 21h07

Mesmo que o pedido dos advogados seja atendido pelo STF, o julgamento não será adiado. O início do julgamento está marcado para a próxima quinta-feira, dia 2 de agosto, e deverá durar mais de um mês. Além de Thomaz Bastos e Dias, outros defensores protocolaram requerimentos no Supremo. Nenhum deles deverá ser capaz de adiar o início do julgamento.

Ex-ministros da Justiça, Thomaz Bastos e José Carlos Dias querem ter acesso a um memorial entregue na semana passada no Supremo pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Como chefe do Ministério Público Federal, caberá Gurgel fazer a acusação contra os réus do mensalão. Ele quer que o STF condene 36 dos 38 acusados de envolvimento no esquema.

Diante de boatos de que o pedido poderia adiar o julgamento, os advogados divulgaram nesta segunda uma nota na qual negam que isso ocorrerá. "Os advogados Márcio Thomaz Bastos e José Carlos Dias informam que solicitaram ao Supremo Tribunal Federal acesso à nova manifestação entregue pelo procurador-Geral da República, dr. Roberto Gurgel, aos ministros da Corte. Caso seja aceito pelo STF, o pedido de vista não ensejará qualquer tipo de adiamento do julgamento. O requerimento apenas reafirma uma prerrogativa da defesa de se pronunciar após a acusação, em atendimento aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório."

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