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Defesa de Queiroz se diz 'surpresa' com buscas do MP

O advogado Paulo Klein afirma que cliente 'sempre colaborou com as investigações'

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2019 | 09h29

RIO - A defesa de Fabrício Queiroz se disse surpresa com a medida de busca e apreensão em andamento na manhã desta quarta-feira, 18, em vários endereços de ex-assessores de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), na época em que o filho do presidente Jair Bolsonaro era deputado estadual. Em nota, o advogado Paulo Klein, que representa Queiroz, afirmou, no entanto, que está tranquilo.

“A defesa de Fabrício Queiroz recebe a informação a respeito da recente medida de busca apreensão com tranquilidade e ao mesmo tempo surpresa, pois absolutamente desnecessária, uma vez que ele sempre colaborou com as investigações, já tendo, inclusive, apresentado todos os esclarecimentos à respeito dos fatos”, disse Klein. “Ademais, surpreende que mesmo o MP reconhecendo que o juízo de primeira instância seria incompetente para processar e julgar qualquer pedido relacionado ao ex-deputado o tenha feito e obtido a referida decisão, repita-se, de forma absolutamente desnecessária.”

A operação se dá no âmbito da investigação que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro e peculato no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) quando ele era deputado estadual. Além de Queiroz, são alvos da operação familiares do ex-assessor e de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro.

José Procópio Valle, ex-sogro de Bolsonaro; Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada de Bolsonaro; Francisco Diniz e Juliana Vargas, primos de Ana Cristina; Daniela Gomes, Guilherme dos Santos Hudson, Ana Maria Siqueira Hudson, Maria José de Siqueira e Silva e Marina Siqueira Diniz, tios de Ana Cristina, são alvos da operação em Resende. Eles estiveram lotados no gabinete de Flávio em difentes momentos de seus mandatos na Alerj, entre 2003 e 2018.

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