Defesa de Protógenes diz que desconhece espionagem

Investigação da PF indica que delegado tinha arquivos de imagem e de vídeo sobre advogado de Dantas

AE, Agencia Estado

16 de janeiro de 2009 | 08h06

O criminalista Vicente Grecco Filho disse que não tem informações sobre o relatório de análise de mídias da Polícia Federal que expõe arquivos secretos do delegado Protógenes Queiroz, seu cliente. "Ao que fui informado, os computadores e pen drives estão sob responsabilidade da perícia, vamos aguardar o resultado desse exame", disse. O advogado anotou que não tem conhecimento de que Protógenes monitorou Nélio Machado, advogado de Daniel Dantas, do Grupo Opportunity. Veja também: Daniel Dantas, pivô da maior disputa societária do País Cronologia da Operação Satiagraha Protógenes não foi localizado ontem para falar sobre os registros encontrados em seus pen drives. A PF informou que ele está em férias. Quando retornar do descanso, deverá assumir uma vaga na Diretoria Executiva da corporação, em Brasília, mas não exercerá missões externas. A ele está reservado um papel burocrático até a conclusão do inquérito sobre o vazamento da Satiagraha."Protógenes ainda não foi ouvido no inquérito", informou Grecco. Ele tem se dedicado à intensa atividade política, escoltado pelo PSOL. Por onde anda, seu foco maior é o banqueiro Daniel Dantas, a quem chama de "bandido". Afirma que não é candidato a cargo político, "de maneira nenhuma". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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