Defesa de Pizzolato deve entrar com embargos infringentes

Mesmo sem ter quatro votos pela absolvição em suas condenações, advogado de ex-diretor do BB afirma que entendimento do Supremo na sessão de quarta-feira permite entrar com o recurso

CLARISSA THOMÉ, Agência Estado

14 de novembro de 2013 | 16h29

RIO - O advogado Marthius Savio Lobato, que defende o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, um dos condenados no processo do mensalão, disse nesta quinta-feira, 14, que deverá ingressar com embargo infringente. A medida poderá postergar o cumprimento da sentença de prisão de seu cliente.

"Eu fiz um embargo de declaração, que interrompe a contagem do tempo, para poder entrar com o embargo infringente. Como Supremo (Tribunal Federal) já admitiu que mesmo quem não teve quatro votos pela absolvição tem direito ao embargo infringente, também quero ter esse direito".

O advogado disse ainda que espera o fim do julgamento para decidir que medida tomará. Ele confirmou que Pizzolato se apresentará à Justiça, caso seja determinada a prisão imediata. Lobato disse que seu cliente faria uma pequena viagem para visitar parentes, mas acredita que ele já tenha retornado ao Rio. Porteiros da Rua Domingos Ferreira, em Copacabana, na zona sul, dizem que Pizzolato está no prédio, mas informam que ele não tem deixado a cobertura onde vive com a mulher.

Condenação. O ex-diretor do Banco do Brasil foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. Em nenhuma destas condenações ele teve o mínimo de quatro votos pela absolvição.

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