Defesa de Palmieri diz que cliente era denunciante e também culpa morto

Para advogado, réu foi denunciado para tirar credibilidade de alegações feitas por Roberto Jefferson

Eduardo Bresciani - Agência Estado

13 de agosto de 2012 | 17h22

BRASÍLIA - O advogado Itapuã Prestes de Messias afirmou que seu cliente, o ex-dirigente do PTB Emerson Palmieri, é denunciante do esquema do mensalão e não deveria figurar entre os réus do processo. Assim como já aconteceu com outros réus, repassou a responsabilidade a uma pessoa já falecida, dessa vez o ex-presidente do partido José Carlos Martinez. Concluiu sua apresentação fazendo uma curiosa comparação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, com o apresentador da TV Globo Jô Soares. Os dois têm fisionomias parecidas.

 

O principal foco da defesa de Palmieri foi de que ele foi denunciado para tirar credibilidade das denúncias feitas pelo ex-deputado Roberto Jefferson. "Era preciso desmoralizar Palmieri, cortando assim as pernas de sustentação de Roberto Jefferson". Segundo a defesa, saques que teriam sido feitos por duas pessoas a mando de Palmieri, na realidade foram feitos por ordem de Martinez.

 

Em relação a uma terceira pessoa que teria repassado recursos ao então dirigente do PTB, a defesa afirma que os recursos foram sacados após um pedido de Roberto Jefferson ao então presidente da regional mineira do partido, o ex-deputado Romeu Queiroz. Segundo Messias, o dinheiro só foi atribuído a Palmieri para salvar o mandato de Queiroz.

 

Dirigindo-se a Gurgel, o advogado criticou a condução do trabalho pelo Ministério Público destacando que nada teria sido produzido após a CPI dos Correios. "Vossa Excelência calou o denunciante", afirmou. Concluiu com a curiosa comparação com o apresentador. "Vossa Excelência lembra até um jeito do Jô Soares, um jeito agradável de ser e, ao analisar os fatos, verá que não há provas para condenar Emerson Palmieri".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.