Defesa de mulher de Cabral vai pedir ao juiz Bretas confirmação da prisão domiciliar

Defesa de mulher de Cabral vai pedir ao juiz Bretas confirmação da prisão domiciliar

Adriana Ancelmo está presa preventivamente no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste carioca, desde dezembro do ano passado

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

26 Março 2017 | 17h40

RIO - A defesa da mulher do ex-governador fluminense Sérgio Cabral , Adriana Ancelmo, vai apresentar petição nessa segunda-feira, 27, ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, para garantir o cumprimento de decisão da ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que na última sexta-feira, 24, concedeu o benefício da prisão domiciliar à ex-primeira dama do Rio. “Caberá ao juiz Bretas decidir”, afirmou o advogado de Adriana, Alexandre Lopes de Oliveira.

Adriana Ancelmo está presa preventivamente no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste carioca, desde dezembro do ano passado. Ela é acusada de participar do esquema de corrupção liderado pelo marido Sérgio Cabral.

O juiz Bretas chegou a conceder o benefício de prisão domiciliar à Adriana, no dia 17 deste mês, com o argumento de que os dois filhos do casal, de 10 e 14 anos, não poderiam ser privados do convívio simultâneo do pai e da mãe, já que os dois estão presos em Bangu. Hoje, eles estão sob o cuidado do irmão mais velho, o deputado federal Marco Antônio Cabral (PMDB), filho de Sérgio Cabral com Susana Neves, sua primeira mulher.

Bretas exigiu, então, o cumprimento de pré-requisitos: que, em casa, Adriana não tivesse acesso a linha telefônica e internet. O apartamento da ex-primeira dama chegou a ser vistoriado, mas ela não foi liberada. O desembargador federal Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal, da 2ª Região (Rio e Espírito Santo) suspendeu a liminar no último dia 20, porque, em sua opinião, o benefício da prisão domiciliar “criaria expectativas vãs para a própria acusada, que poderia vir a ser presa novamente, e para outras mulheres presas preventivamente, que não conseguem o mesmo direito”, como afirmou em sua decisão.  

Com a nova decisão, da ministra do STJ, a defesa de Adriana voltará a recorrer ao juiz Bretas, que decidirá se vai acatar a nova liminar e, se acatar, pode pedir nova vistoria no apartamento da família Cabral, no Leblon, na zona sul do Rio.

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