Defesa de João Paulo nega desvio de recurso público

Segundo advogado, PF e TCU consideraram regular contrato de publicidade da Câmara dos Deputados pela agência de Valério

Ricardo Brito, da Agência Estado

08 de agosto de 2012 | 19h17

O advogado Alberto Toron, defensor do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), afirmou nesta quarta-feira, 8, que não houve desvio de recurso público na execução do contrato de publicidade da Câmara dos Deputados pela SMP&B, agência de publicidade de Marcos Valério. Cunha é o único dos 38 réus do mensalão no Supremo Tribunal Federal candidato nestas eleições. Ele concorre à prefeitura de Osasco (SP).

Segundo Toron, a Polícia Federal e o Tribunal de Contas da União (TCU) atestaram a regularidade do contrato. O defensor disse ainda que "o grosso" da verba que foi para a SMP&B foi repassado para outras empresas, a chamada subcontratação dos serviços. Não há, sustentou, qualquer irregularidade nesse tipo de subcontratação.

Para o advogado, dos R$ 1.000.077 do contrato, a agência de Valério repassou R$ 948.000. A SMP&B recebeu apenas R$ 129 mil como comissão. "Onde está o peculato? Em lugar nenhum", criticou. O advogado disse que a gestão de Cunha foi melhor que anteriores, mencionando o ex-presidente da Câmara e atual senador Aécio Neves (PSDB-MG). "A Câmara recebeu prêmios, quando a SMP&B funcionou como agência de publicidade", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.