Defesa de Jaqueline Roriz vai recorrer do pedido de cassação

Conselho de Ética da Câmara aprovou punição à deputada, flagrada recebendo dinheiro em 2006; decisão final será tomada pelo plenário da Casa

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

08 de junho de 2011 | 20h41

O advogado da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), José Eduardo Alckmin, já avisou que irá recorrer da decisão do Conselho de Ética favorável à cassação da parlamentar. Por 11 votos a 3, o Conselho aprovou o parecer do relator Carlos Sampaio (PSDB-SP) recomendando a perda de mandato da parlamentar. Com isso, o Conselho passa a ser autor de um projeto de resolução recomendando a cassação da parlamentar.

 

Jaqueline Roriz foi flagrada em vídeo de 2006 recebendo um pacote de dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa. A gravação foi revelada em primeira mão pelo estadão.com.br em março deste ano e levou a duas representações contra a deputada que resultaram no processo no Conselho de Ética.

 

A defesa alega que Jaqueline não pode ser julgada pela Câmara por não ser parlamentar na época do vídeo. O tema deverá ser levado pela defesa à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que vai analisar o aspecto jurídico da decisão do Conselho. Este recurso tem efeito suspensivo, o que fará com que o plenário só se manifeste sobre a cassação depois da CCJ se manifestar.

 

Outra frente que será aberta pela defesa é questionar a condução dos trabalhos no Conselho pelo presidente José Carlos Araújo (PDT-BA). Ele indeferiu um pedido de vista para adiar a votação feito pelo deputado Wladimir Costa (PMDB-PA) após o encerramento da discussão. Costa promete recorrer ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), pedindo que seja reformada a decisão de Araújo, o que levaria a nova votação no Conselho.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.