Defesa de Genoino diz que 'conversar não é crime'

A defesa do ex-presidente do PT José Genoino encaminhou nesta segunda um novo memorial ao Supremo Tribunal Federal em uma última tentativa de convencer os ministros da inocência do réu em relação ao mensalão. O advogado Luiz Fernando Pacheco reiterou que o único papel do cliente teria sido negociar alianças políticas, sem discussão financeira.

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

20 de agosto de 2012 | 20h37

"Conversar não é crime. Tentar acertar os ponteiros de uma aliança nacional eleitoral não é crime", diz trecho da defesa.

A defesa sustenta que a única manifestação a favor da acusação é um depoimento do ex-deputado do PP Vadão Gomes de que Genoino teria participado de uma reunião em que se discutia a aliança entre os partidos e na qual teria sido manifestada a necessidade de apoio financeiro por parte do PT. O advogado, porém, diz que em juízo Gomes afirmou desconhecer se o PT destinou recursos ao PP. Diz não haver provas também de compra de votos do PTB.

O memorial rebate ainda a acusação de formação de quadrilha, dizendo que o ex-presidente do PT não tem relação próxima com pessoas envolvidas nos núcleos publicitário e financeiro descritos pelo Ministério Público. "Nunca esteve associado com quem quer que fosse para a prática de crimes. Estava, isto sim, associado desde 1980 com seus companheiros na defesa de um mesmo projeto político para este País".

A última manifestação volta a destacar a história de Genoino, da militância na guerrilha do Araguaia à sua vida familiar. "O réu não é um aventureiro. É homem de ação. Tem quarenta anos de pleno e dedicado exercício dos princípios políticos que nortearam e norteiam seu pensamento e seus atos".

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