Defesa de Genoino acusa junta médica da Câmara de omissão

Advogado de ex-presidente do PT criticou falta de transparência de laudo e chegou a acusar os médicos de divulgar trabalho 'de maneira propositalmente resumida'

Erich Decat, Agência Estado

28 de novembro de 2013 | 20h01

Brasília - Em nota divulgada nesta quinta-feira, 28, a defesa do deputado licenciado José Genoino (PT-SP), acusou os profissionais da junta médica da Câmara - a quem chamou de 'ignorantes de plantão' - de falta de transparência, omissão e agir por interesse político na divulgação do laudo que afirma que o petista não é portador de cardiopatia grave. Mesmo sem ser definitivo, o documento adia ainda mais a decisão sobre o pedido de aposentadoria do deputado, feito em setembro.

"Não é possível aceitar que ignorantes de ocasião, movidos por indisfarçável conveniência política, que despreza os mais elementares imperativos humanísticos, procurem, acintosamente, comprometer a percepção da real, delicada e preocupante situação de saúde do deputado", diz trecho da nota assinada pelo advogado de Genoino, Luiz Fernando Pacheco.

Para o advogado, também houve omissão por parte dos médicos. "O cuidadoso trabalho dos experts foi mutilado e divulgado à imprensa e à população, de maneira propositalmente resumida, ocultando-se os pontos fulcrais do trabalho".

Composta por quatro servidores da Casa, a junta médica anunciou na quarta que Genoino, condenado no processo do mensalão, não é portador de cardiopatia grave. O grupo, no entanto, pediu um prazo de mais 90 dias para dar um laudo definitivo sobre o pedido de aposentadoria por invalidez feito pelo deputado em setembro.

A decisão complica a situação do parlamentar que pode ter um pedido de cassação iniciado na próxima terça-feira, quando a Mesa Diretora da Câmara se reúne para discutir o assunto.

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