Defesa de Duque diz que prisão é 'injustificada e desproporcional'

Por meio de nota, advogado informou que não existe nenhuma ação penal ajuizada contra ex-diretor da Petrobrás e que, até o momento, ele não é acusado de nenhum crime

ANTONIO PITA E FERNANDA NUNES, Estadão Conteúdo

14 de novembro de 2014 | 17h18

Alexandre Lopes, advogado do ex-diretor da Petrobrás Renato Duque, afirmou nesta sexta-feira, 14, por meio de sua assessoria de imprensa, que a prisão de Duque foi decretada em caráter temporário pelo período de cinco dias. Duque foi preso pela manhã pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato. "A prisão ocorreu no âmbito dos autos de pedido de busca e apreensão para colheita de provas", informou o advogado em nota oficial.

Segundo Lopes, a "prisão é injustificada e desproporcional". Ele argumenta que as provas já foram recolhidas e que Duque é aposentado da Petrobrás e não trabalha mais na companhia. Além disso, diz que o ex-diretor da Petrobrás tem endereço conhecido e se colocou à disposição de todos os órgãos envolvidos nas apurações da Operação Lava Jato.

O advogado informou ainda que não existe nenhuma ação penal ajuizada contra Duque e que, até o momento, ele não é acusado de nenhum crime. Duque foi citado pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, em seu depoimento à Polícia Federal no regime de delação premiada, como tendo participado de um esquema de corrupção na estatal. "A prisão do Renato Duque é um constrangimento ilegal porque é injustificada e desnecessária. A regra é responder em liberdade", afirma Lopes.

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