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ADRIANO MACHADO|REUTERS
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Defesa de Dilma será apresentada na segunda-feira, diz vice-líder do governo

Governistas querem que o advogado-geral da União, ministro José Eduardo Cardozo, faça a sustentação oral da defesa

Daiene Cardoso e Rachel Gamarski, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2016 | 16h39

BRASÍLIA - O vice-líder do governo na Câmara, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), anunciou nesta quinta-feira, 31, que a defesa da presidente Dilma Rousseff será protocolada na Comissão do Impeachment na próxima segunda-feira, 4, às 16h. Os governistas querem que o advogado-geral da União, ministro José Eduardo Cardozo, faça a sustentação oral da defesa às 17h.

De acordo com Teixeira, a intenção é que, no último dia do prazo final dado à petista, Cardozo faça uma exposição de duas horas aos membros do colegiado. A aposta é que a boa oratória do ministro convença os deputados que ainda não têm uma posição fechada sobre o impeachment. A programação só mudará se a presidente da República optar por judicializar o processo.

Ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o presidente da comissão, Rogério Rosso (PSD-DF), sinalizou que não pretende contrariar a base aliada e que dará espaço para o ministro fazer a defesa oral. Nas sete sessões que se realizaram até agora, Rosso tem defendido a precaução com os trâmites dos trabalhos para evitar que haja futuramente judicialização sob a alegação de que a defesa da petista foi cerceada.

Os governistas deixaram à sessão desta quinta comemorando a audiência com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e com o professor de Direito Tributário da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Ricardo Lodi Ribeiro. Os aliados do Planalto acreditam que, diferentemente da reunião de quarta, quando os juristas Janaina Paschoal e Miguel Reale Júnior deram um tom político a suas explanações, hoje os parlamentares tiveram a oportunidade de ouvir explicações técnicas sobre as chamadas "pedaladas fiscais". "Quisemos trazer o jogo para o campo correto", afirmou Teixeira.

Durante a exposição de Barbosa, que falou por mais de 30 minutos, parlamentares ficaram em silêncio, o que foi interpretado como um sinal de respeito às explicações do aspecto técnico e persuasão dos que estavam indecisos. O ministro repetiu que não há base legal para o impedimento da presidente e que Dilma não cometeu nenhum crime de responsabilidade fiscal. O momento mais turbulento foi quando o jurista se pronunciou e os oposicionistas questionaram se ele estava na sessão como professor ou advogado de defesa de Dilma, o que causou troca de farpas entre os parlamentares.

Os oposicionistas deixaram a sessão, que foi interrompida devido ao início da ordem do dia, com a sensação de que o ministro "fez contorcionismo para explicar o inexplicável", nas palavras do líder do PSDB, Antonio Imbassahy (BA). Ao final, o peemedebista Carlos Marun (MS) ironizou a comparação de Barbosa com as compras de uma família no supermercado. O ministro fez uma relação entre as escolhas do governo sobre onde gastar seus recursos com uma família que tem que comprar um determinado número de itens no supermercado e não tem dinheiro para tudo, portanto deve fazer escolhas. "Ele (governo) deu um cheque sem fundo e o gerente segurou", ironizou Marun.

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