Defesa de deputado pede prazo para se pronunciar sobre pedido de Janot

Advogado Alberto Toron se manifestou para que advogados possam se manifestar sobre pedido de prisão imediata

RICARDO BRITO, Agência Estado

13 de novembro de 2013 | 17h57

Brasília - O advogado Alberto Toron, defensor do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), defendeu em plenário que o Supremo Tribunal Federal (STF) conceda prazo para que a defesa dos condenados do processo do mensalão se pronuncie sobre o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Na terça-feira, o chefe do Ministério Público Federal defendeu, em parecer enviado ao STF, a execução imediata das penas para todos condenados no processo, mesmo para aqueles que têm direito a novo julgamento.

Alberto Toron disse que tomou conhecimento da posição de Janot "apenas hoje pelos jornais". O advogado disse que, "em nenhum momento", foi convidado a se pronunciar sobre o pedido do Ministério Público no processo. "O que a defesa pede é que seja aberta a possibilidade de nós nos manifestarmos sobre este tema", disse ele, ao cobrar que é necessário se estabelecer o "contraditório".

Em resposta ao advogado do deputado do PT, o presidente do Supremo e relator do processo, Joaquim Barbosa, disse que iria trazer uma "questão de ordem" que abrange todo o pedido feito pelo Ministério Público. Segundo Barbosa, o pedido de Janot é uma "consequência natural do estágio em que o processo se encontra". "Acho que temos que tirar consequência de tudo aquilo que foi decidido nesta tarde", afirmou. No momento, Joaquim Barbosa concorda com a tese de Janot e vota pela imediata execução da pena para os réus que não tenham penas que possam ser revertidas em novo julgamento.

Tudo o que sabemos sobre:
mensalãoSTFJoão Paulo CunhaJanot

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.