Defesa de Delúbio diz que acórdão do mensalão é 'colcha de retalhos'

Em recurso apresentado ao STF, advogados do ex-tesoureiro do PT criticam documento e questionam critérios para definir quais réus seriam julgados pela Justiça comum

O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2013 | 16h41

A defesa do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares criticou o acórdão elaborado sobre o julgamento do mensalão e comparou o documento a uma "colcha de retalhos". A crítica integra o recurso apresentado pelos advogados ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira, 2.

 

No texto, a defesa afirmou que o documento, com o resultado final do julgamento, não é claro e tem "omissões" e "contradições", o que teria dificultado a compressão do que foi debatido durante as sessões da Corte e prejudicado a elaboração do recurso. "Há situações, com a devida vênia, que beiram o ridículo, na medida em que importantes discussões são travadas ao longo das sessões - muitas delas iniciadas pelo próprio ministro Luiz Fux - sem que se possa entender seu conteúdo, justamente porque as intervenções foram canceladas do acórdão", diz o documento.

 

Delúbio foi condenado a oito ano e 11 meses de prisão por formação de quadrilha e corrupção ativa. Nesta quinta termina o prazo para as defesas dos 25 condenados apresentarem recursos. Ainda não há previsão de quando o STF vai julgá-los. Até o momento, outros 12 condenados por envolvimento no esquema de compra de apoio político recorreram ao Supremo, entre eles o ex-ministro José Dirceu e o publicitário Marcos Valério.

 

No recurso do ex-tesoureiro, a defesa questionou também os critérios adotados pelos ministros para definir quais réus seriam julgados pela Corte. No documento, os advogados lembraram os casos do empresário Carlos Alberto Quaglia, Lúcio de Bolonha Funaro, que ficaram sob responsabilidade da primeira instância.

 

Com informações da Agência Brasil

 

 

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