Defesa de delegado quer esperar perícia

Criminalista alega que não tem conhecimento de bisbilhotagem

Fausto Macedo, O Estadao de S.Paulo

16 de janeiro de 2009 | 00h00

O criminalista Vicente Grecco Filho disse que não tem informações sobre o relatório de análise de mídias da Polícia Federal que expõe arquivos secretos do delegado Protógenes Queiroz, seu cliente. "Ao que fui informado, os computadores e pen drives estão sob responsabilidade da perícia, vamos aguardar o resultado desse exame", disse.O advogado anotou que não tem conhecimento de que Protógenes monitorou seu colega de profissão, Nélio Machado.Protógenes não foi localizado ontem para falar sobre os registros encontrados em seus pen drives. A PF informou que ele está em férias. Quando retornar do descanso, deverá assumir uma vaga na Diretoria Executiva da corporação, em Brasília, mas não exercerá missões externas. A ele está reservado um papel burocrático até a conclusão do inquérito sobre o vazamento da Satiagraha."Protógenes ainda não foi ouvido no inquérito", informou Grecco. Protógenes tem se dedicado à intensa atividade política, escoltado pelo PSOL. Por onde anda, seu foco maior é o banqueiro Daniel Dantas, a quem chama de "bandido". Afirma que não é candidato a cargo político, "de maneira nenhuma".No final de dezembro, em São Paulo, ele declarou que é candidato "ao cargo de carcereiro do bandido Dantas, vaga que está sendo muito concorrida". Na ocasião, foi enfático sobre a Satiagraha: "Eu sei da minha conduta e da conduta dos meus colegas policiais e dos colegas oficiais de inteligência da Abin. Realizamos tudo dentro da lei. A verdade virá.""Sou um ser em construção que tinha um grito na garganta e gritou", afirmou. "O Brasil todo ouviu, entendeu a mensagem. Todos acordamos para aquilo que estávamos há muitos anos adormecidos. Estávamos em perfeito período de letargia, acompanhando a tudo e a todos, sem acreditar muito em nada, com total descrédito nas instituições, nos homens de bem da República, nos partidos políticos, nos políticos, nos nossos administradores, nos governantes."

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