Defesa de Barusco fala em piora de câncer e pede cancelamento de acareação na CPI da Petrobrás

Segundo o pedido feito ao STF, o problema de saúde do ex-gerente da estatal 'dificulta seu deslocamento e permanência nas audiências'

Talita Fernandes, O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2015 | 03h13

BRASÍLIA - A defesa do ex-gerente de Serviços da Petrobrás, Pedro Barusco, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que sejam suspensas duas acareações para qual ele foi convocado esta semana na CPI que apura o esquema de corrupção na estatal. Os advogados de Barusco pediram que a Corte suspenda a convocação do réu alegando sofre de câncer e de que seria necessária autorização de seus médicos.

Para justificar o pedido de suspensão de acareações marcadas para os dias 8 e 9 (quarta e quinta-feira), respectivamente com o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari. A defesa alega que o réu sofre de "câncer ósseo, grave moléstia que, por haver piorado no último mês, dificulta o seu deslocamento e permanência nas audiências de acareação", diz a peça apresentada ao Supremo.

A advogada de Barusco, Beatriz Catta Petra, acrescenta que o pedido foi levado ao Judiciário após negativa do presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), de cancelar a acareação. Ela lembra ainda que o ex-gerente já compareceu a outra sessão da CPI por onde permaneceu depondo por mais de seis horas. Por último, a advogada lembra que na ocasião em que Barusco esteve na Câmara havia pedido de que a sessão fosse secreta, evitando a exploração da doença pelos parlamentares e que, apesar de acordo para que não houvesse pergunta a respeito, o ex-gerente teve de responder questionamentos sobre o fato de ter câncer.

Silêncio. O pedido será analisado pelo ministro Celso de Mello, que está no plantão do Judiciário devido ao recesso. Na semana passada, o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, rejeitou pedido apresentado por Duque para cancelar a acareação com Barusco. Contudo, o ministro concedeu habeas corpus garantindo o direito de o ex-diretor e Vaccari de permanecerem em silêncio durante a sessão da CPI na Câmara dos Deputados.

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