Defesa de Aécio alega que inscrição 'CX 2' não é indício de ilegalidade

Advogado do senador lamenta que 'citações sem qualquer informação real' tenham sido divulgadas

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2017 | 20h02

BRASÍLIA - Após a Polícia Federal dizer ter encontrado a inscrição "CX 2" nas anotações do material apreendido na busca e apreensão no gabinete e residências de Aécio Neves (PSDB-MG), a defesa do senador declarou que inscrição não é indício de ilegalidade. 

"Asseguramos que uma eventual referência a CX 2 não significa qualquer indício de ilegalidade", afirma nota do advogado Alberto Zacharias Toron. A inscrição poderia indicar alguma referência a caixa 2. 

A defesa do senador também lamentou no mesmo texto que "citações sem qualquer informação real" sobre a que se referem ou contexto tenham sido divulgadas por agentes da investigação em curso. 

No relatório sobre o material apreendido no gabinete e nas residências de Aécio durante a Operação Patmos, deflagrada no dia 18, a Polícia Federal diz ter encontrado "diversos comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição 'CX 2". A lista completa de materiais apreendidos inclui telefones celulares, obras de arte, documentos e anotações sobre a Construtora Norberto Odebrecht e Joesley Batista. 

No apartamento que o senador tem no na Avenida Vieira Souto, no Rio, os agentes encontraram "diversos documentos acondicionados em saco plástico transparente, dentre eles um papel azul com senhas" e "diversos comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição caixa 2". 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.