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Defesa de Adriana Ancelmo diz que resgate de R$ 1,2 mi foi anterior a bloqueio

Mulher de Sérgio Cabral afirma em documento à Justiça que não efetuou operação para pagar advogados enquanto estava presa

Mariana Sallowicz, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2017 | 20h25

RIO – A defesa da ex-primeira-dama do Rio Adriana Ancelmo informou nesta sexta-feira, 12, à Justiça que os resgates feitos em aplicação de previdência privada em benefício de um de seus filhos ocorreram antes “à concreta efetivação” da ordem de bloqueio nas suas contas. Também nega que ela tenha feito a movimentação após ser presa. A mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral afirmou em depoimento na última quarta-feira, 10, que teve R$ 1,2 milhão creditado em sua conta oriunda do investimento.

No documento entregue à 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, os advogados dizem que o bloqueio foi determinado no dia 6 de fevereiro, mas o cumprimento da ordem ocorreu no dia 9 do mesmo mês. O resgate de R$ 1,21 milhão ficou disponível na conta de Adriana no dia seguinte à determinação do bloqueio, ou seja, no dia 7. No entanto, os advogados alegam que a baixa pelo gerente deve se dar com cinco dias de antecedência. Ou seja, teria sido anterior ao bloqueio.

“Importante dizer que Adriana não emitiu qualquer ordem de resgate enquanto se encontrava recolhida em estabelecimento prisional”, diz a defesa. Houve ainda um primeiro resgate, de R$ 1,18 milhão, em 1 de dezembro de 2016. Adriana foi presa cinco dias depois.

Os advogados dizem que o segundo resgate foi programado no mesmo momento da primeira ordem. Teria sido pedido à gerente que a segunda quantia fosse creditada, automaticamente, quando os recursos da primeira estivessem acabando.

“O valor da segunda baixa (R$ 1,21 milhão) sequer chegou a ser utilizado, uma vez que o bloqueio efetivado em 9 de fevereiro acabou por incidir sobre a conta corrente de Adriana Ancelmo”, dizem na petição.

No depoimento, Adriana disse que o dinheiro foi usado para pagamentos de honorários advocatícios dos profissionais que a defendem, além de dívidas com funcionários e outras despesas pessoas.

Ela é ré por corrupção e lavagem de dinheiro do esquema de corrupção que seria liderado pelo seu marido, o ex-governador Sérgio Cabral do Rio (PMDB). Adriana foi presa em dezembro e liberada para ir para casa em março. Está em prisão domiciliar em seu apartamento, no Leblon, onde moram seus dois filhos, de 10 e 14 anos. Cabral está preso há seis meses no complexo de presídios de Bangu.

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