Defesa Civil do CE promete cestas a flagelados

Enquanto o governo federal propõe dar dinheiro em vez de alimentos, o coordenador da Defesa Civil do Ceará, João Alfredo Pinheiro, garante que, na próxima terça-feira, serão distribuídas 215 mil cestas básicas para os flagelados da seca. A distribuição era para ter começado no dia primeiro. O prazo não foi cumprido, segundo João Alfredo, devido à grande quantidade de alimentos a ser comprada. Ele disse que cada cesta pesa 26,3 kg e é composta pelos seguintes produtos: leite, carne em lata, sardinha, rapadura, arroz, feijão, farinha, óleo e café. Terão direito à ajuda os produtores rurais com área plantada de até cinco hectares, localizados nos municípios incluídos no programa e que perderam 50% ou mais da safra. Estão fora os diaristas, os produtores que tenham área plantada superior a cinco hectares, proprietários de imóveis com área superior a um módulo fiscal, os aposentados ou que tenham pessoas aposentadas na família e aqueles que possuam renda de outras atividades no valor mensal de um salário mínimo. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Ceará (Fetraece) não concorda com os critérios. "Como as chuvas foram irregulares, muitas pessoas não chegaram nem a plantar. Como ficam essas pessoas? Morrem de fome?", questiona o diretor da entidade, Joseane Silveira. Mais da metade dos trabalhadores está sendo eliminada do programa, adverte o presidente da Fetraece, César Gondim. Ele está antevendo ?politicagem? por parte dos prefeitos na distribuição das cestas.

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