Alan Santos/PR
Alan Santos/PR

Defesa cancela desfile de 7 de Setembro para evitar disseminação do novo coronavírus

Orientação para as Forças Armadas é não participar de eventos comemorativos pela Independência do Brasil

Luci Ribeiro e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2020 | 12h48

BRASÍLIA - Com o intuito de evitar aglomerações em meio à pandemia do novo coronavírus, o Ministério da Defesa decidiu cancelar a realização do tradicional desfile de Sete de Setembro, dia da Independência, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O Brasil registra cerca de 3 milhões de casos da covid-19 e quase 100 mil mortes decorrentes da doença.

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, determinou, por meio de uma portaria, que os comandantes da Marinha, Exército e Força Aérea Brasileira orientem suas respectivas Forças a se absterem de participar de quaisquer eventos comemorativos relativos ao 198º Aniversário da Proclamação da Independência do Brasil, como desfiles, paradas, demonstrações ou outros que possam causar concentração de pessoas.

A decisão está formalizada no Diário Oficial da União (DOU) e, na prática, cancela o tradicional desfile do 7 de Setembro. que reúne, além dos militares, altas autoridades, como o presidente da República, estudantes que participam da parada, além de uma grande plateia formada por pessoas de todo o Distrito Federal e de outros Estados.

"Tradicionalmente as Forças Armadas estão envolvidas junto com a sociedade nos festejos relacionados à Semana da Pátria, que marca a data de emancipação do Brasil, ocasião em que é estimulada a ampla manifestação dos valores cívicos em todo território nacional, por meio de atividades culturais e solenidades específicas", diz o texto da portaria."Todavia, como é de amplo conhecimento, o País, como considerável parte do mundo, enfrenta a pandemia da covid-19, não sendo recomendável pelas autoridades sanitárias a promoção de eventos que possam gerar aglomerações de público, devido ao risco de contaminação", acrescenta, destacando ainda que "as condições atuais indicam que tal recomendação deva ainda vigorar durante o mês de setembro.

O evento já foi usado pelo presidente Jair Bolsonaro como um teste de popularidade. No ano passado, após pesquisas mostrarem um aumento da reprovação do governo, Bolsonaro aproveitou a data de 7 de setembro para conclamar que as pessoas saíssem de verde e amarelo nas ruas, em uma demonstração de apoio ao seu governo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.