Defesa agropecuária entra em greve em SP

Os 1.200 funcionários do serviço de defesa agropecuária do Estado, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, vão entrar em greve nesta terça-feira reivindicando reposição salarial de 80%. A paralisação, que deve continuar até o dia 6, implicará na suspensão na emissão de guias para trânsito de animais e produtos vegetais, entre eles laranja, café, banana e flores, para outros Estados e países. Como nos três dias de greve não haverá inspeções fitozoosanitárias, a paralisação vai afetar negócios e pode prejudicar as exportações do setor agroindustrial. Quase todo o controle sanitário do rebanho destinado ao consumo interno e às exportações foi delegado pelo Ministério da Agricultura aos funcionários da defesa estadual. De US$ 800 milhões de carne bovina exportada no ano passado, com previsão de US$ 1 bilhão para este ano, 50% saíram de São Paulo. O Estado responde por 95% das vendas externas brasileiras de suco concentrado, setor que pode ser afetado com o impedimento do transporte das frutas. O comando de greve do Sindicato dos Servidores da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo (Sindasp) informou que, nos três dias de paralisação, estarão suspensas as atividades de coibição ao abate clandestino e a inspeção de produtos de origem animal.Também serão eliminadas as barreiras de fiscalização nas fronteiras interestaduais, podendo ocorrer a entrada de animais contaminados com a febre aftosa, que atinge bovinos no Rio Grande do Sul. Essas barreiras são responsáveis também pelo controle do cancro cítrico. Segundo o comando, mesmo com tal responsabilidade, os engenheiros agrônomos e veterinários têm piso salarial de R$ 840,00 e os funcionários de apoio técnico e administrativo, de R$ 300,00. A classe está sem aumento há sete anos. Além da reposição, a categoria reivindica gratificação específica da função fiscal, de cerca de R$ 1.000,00 para agrônomos e engenheiros, e de R$ 280,00 para o pessoal de apoio técnico.

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