Defensores de ZPEs fazem lobby até em SP

Economista aposta no fim da resistência do governador paulista

, O Estadao de S.Paulo

04 de abril de 2009 | 00h00

Duas décadas depois da criação, por decreto, da primeira Zona de Processamento de Exportação, no Rio Grande do Norte, o programa das ZPEs - áreas com benefícios fiscais para empresas exportadoras - praticamente não saiu do papel. Mas o presidente da Associação Brasileira de Zonas de Processamento de Exportação (Abrazpe), Helson Braga, economista que participou da equipe do presidente José Sarney, em 1988, aposta que, desta vez, a ofensiva produzirá resultados concretos. Mais que isso: vencerá a resistência do tucanato paulista, até mesmo do governador José Serra.Os defensores do programa estão convencidos de que já fincaram uma estaca em São Paulo, independentemente da posição do governador. A brecha encontrada foi o velho racha paulista, a partir da disputa de poder entre Serra e seu atual secretário de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin.Por obra do senador cearense Tasso Jereissati, ex-presidente do PSDB, as ZPEs no Nordeste acabaram entrando no programa de governo do candidato tucano a presidente, em 2006. A aposta, agora, é de que o secretário Alckmin não renegará a ideia das "Plataformas Portuárias Industriais".A confiança dos técnicos do governo que trabalham para implementar o programa é tamanha que ousaram estender as ZPEs até São Paulo. O debate se dá em torno da criação de uma área nas proximidades de Viracopos, para aproveitar a logística do aeroporto, e outra no Vale do Ribeira. Desde que Sarney criou 13 ZPEs por decreto e recebeu o apoio de seu sucessor, Itamar Franco, que criou outras quatro, os projetos se multiplicaram e já abrangem 23 das 27 Unidades da Federação. Na prática, no entanto, apenas quatro ZPEs estão com a infraestrutura construída e, ao menos teoricamente, prontas para entrar em operação. "Trata-se do único projeto articulado de montagem de polos industriais com incentivos eficientes, conectados ao restante da economia do País e com pretensão de inserção na economia mundial", anima-se Helson Braga.

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