Defensor de Genoino diz que houve injustiça

"A aplicação da pena é apenas a decorrência maior da injustiça já antes perpetrada. Sua condenação contraria toda a prova dos autos", disse nesta segunda-feira (12), em nota, Luis Fernando Pacheco, advogado do ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, após a definição pelo STF da pena de 6 anos e 11 meses pela condenação no caso do mensalão.

PABLO PEREIRA, Agência Estado

13 de novembro de 2012 | 09h32

"Resignação, de parte do acusado, nunca! Paciência e submissão às ordens emanadas da mais elevada Corte, sob o regime do Estado de Direito, sim", afirma a nota. Ao chegar em casa, na zona oeste de São Paulo, Genoino não quis comentar a decisão. "Fale com meu advogado", disse.

Genoino foi condenado por formação de quadrilha e corrupção ativa. O ex-presidente petista deverá cumprir a pena em regime semiaberto, podendo trabalhar fora da prisão, mas tendo de dormir na cadeia. Segundo a nota, Genoino "reitera o respeito ao Supremo Tribunal Federal". Porém, "irresignado, o acusado viverá até o fim de seus dias. E isso quer dizer que continuará batalhando junto ao Supremo a causa de sua inocência".

Segundo o advogado, uma condenação "sem o mínimo indício de prova merece reparação seja quando for, onde for e de quem for". Para Pacheco, o petista é "homem de guerrilha, prisão e tortura" e "não se impressiona" com a condenação, "Antes, encara e de peito aberto e cabeça erguida."

Delúbio

Os advogados de Delúbio Soares, também condenado ontem, não quiseram se manifestar. Em outubro de 2005, o ex-tesoureiro do PT disse que as denúncias do mensalão acabariam esquecidas. "Em três ou quatro anos, tudo será esclarecido e esquecido, e acabará virando piada de salão", afirmou, na época. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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