Dedicação à CPMF muda pauta da Câmara

A dedicação praticamente exclusivados parlamentares para aprovar a emenda que prorroga a cobrançada CPMF até 31 de dezembro de 2004, provoca efeitos diretos napauta da Câmara. A medida provisória (MP) que aumenta o valor dosalário mínimo para R$ 200 só deverá ser votada na próximasemana, quando os governistas tiverem garantido a aprovação daCPMF. Com isso, amanhã a Câmara entra na sua quarta semana semvotações no plenário. Na Câmara, a pauta está trancada pela MP do saláriomínimo, que após 45 dias à espera de votação sem que ao menosfosse discutida, provocou o impedimento das demais votações.Para a base aliada, foi necessário eleger sua prioridade que é avotação da CPMF, para só depois discutir o aumento do saláriomínimo. Um desgaste que a oposição usará como munição paracriticar o governo. O líder do PSDB na Câmara, Jutahy Magalhães Junior. (BA) afirmou que esse desgaste é o preço a ser pago pelo governopara assegurar os recursos oriundos da arrecadação da CPMF.Dinheiro que poderá ser utilizado para pagar os gastos com oreajuste do salário mínimo, previsto na medida provisória, deacordo com o líder do governo na Casa, Arnaldo Madeira (SP). Madeira lembrou também que se a MP for enviada ao Senado poderá trancar sua pauta, exatamente como ocorreu na Câmara - oque impediria a votação da CPMF. Mas para o petista Paulo Paim(RS), autor da emenda que propõe o aumento do valor do mínimopara US$ 100, a iniciativa governista prejudicará a imagemexterna da Câmara - uma vez que a Casa está há quase um mêsparada aguardando a votação no Senado. Paim disse que para a população, o atraso na votação doreajuste do salário mínimo pode ser analisado como descaso porparte dos parlamentares. Na sua opinião, não é feita avaliaçãosobre a necessidade de dar prioridade a um ou outro tema, comoocorre no cenário político. Com isso, prometeu manter o assuntoem pauta até que seja votado, na próxima semana, quando a emendada CPMF deverá ter sido aprovada no primeiro turno no Senado.

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