Declaração de Dirceu desagrada equipe econômica

A declaração do ministro da Casa Civil, José Dirceu, a um grupo de empresários no sábado ànoite, defendendo um acordo nacional para enfrentar a crise externa, causou desconforto à equipe econômica, emboraninguém assuma publicamente. Mas, reservadamente, o entendimento é de que Dirceu, mesmo que de forma não intencional,gerou o sentimento de que a política econômica não é eficaz para enfrentar uma crise externa. As declarações do ministro,segundo fontes, alimentam análises de que, a qualquer momento, o governo pode alterar o rumo da sua política econômica. ?Écomum no mercado se ouvir comentários de que não há unidade no governo em relação à política econômica. E essasdeclarações, mesmo que não intencionais, alimentam essa desconfiança?, reagiu uma fonte. No início da noite, a assessoria de Dirceu contornou o mal estar divulgando informações para esclarecer a posição doministro: as declarações não deveriam ser lidas com uma crítica à política econômica, mas sim como defesa de um amploacordo político para que o País possa superar as dificuldades econômicas num eventual agravamento da crise. "A política deveajudar a economia a superar essas dificuldades", informou a assessoria ao sustentar a intenção do ministro na discussão comos empresários. Ao longo do dia, o acordo defendido por José Dirceu foi comentado por políticos, ministros e secretários dogoverno. O secretário do Tesouro, Joaquim Levy, por exemplo, afirmou que a política econômica ?é segura e adequada aoPaís? e evitou críticas diretas ao ministro.

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