‘Decisões eram de comitê’, diz advogado de Pizzolato

Defensor de ex-diretor acusa Barbosa de ignorar critério da acusação e de ter ‘passado longe’ até da instrução processual

Fausto Macedo e Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2012 | 22h30

O advogado Marthius Lobato, defensor do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, rechaçou a acusação a seu cliente e disse que o ministro e relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, "não analisou nenhuma prova da instrução processual, passou longe".

Ele criticou o fato de Barbosa dizer ser irrelevante se o dinheiro é público ou privado. "A denúncia diz que o dinheiro é público", disse Lobato. "Prova da defesa foi construída para demonstrar especificamente que o dinheiro não era público. Ele (relator) vem e diz que pode ser privado, então há alteração do libelo que prejudica a defesa. Só aí há uma nulidade processual gravíssima. Espero que os outros ministros reparem o erro."

Segundo a defesa, os quatro repasses milionários - total de R$ 73,8 milhões - para a DNA Propaganda, de Marcos Valério, não foram autorizados só por Pizzolato. "As notas técnicas que ele (relator) está citando são da época do inquérito policial e foram desconstruídas na instrução. Foi demonstrado que Pizzolato não assinou sozinho. Eu provei pelas normas e estatuto do banco que as decisões eram tomadas em comitê."

"O relator está predisposto a condenar Pizzolato, pela forma com que escolheu seu voto fragmentado e a disposição de desprezar a instrução e se basear exclusivamente no inquérito. Foi muito mais pontual do que a própria acusação, principalmente quando altera um libelo em que a acusação afirma de uma forma e ele altera para julgar de outra."

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