Decisão sobre réus ligados ao Rural deve sair nesta 5ª

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, abriu, na tarde desta quinta-feira, a vigésima sessão de julgamento do processo do mensalão. A expectativa é de que a votação de quatro réus ligados ao Banco Rural seja concluída nesta quinta-feira. Restam os votos de quatro ministros da Corte. A maioria dos integrantes do tribunal já considerou irregulares os empréstimos concedidos pelo banco às agências do publicitário Marcos Valério e ao PT.

RICARDO BRITO, Agência Estado

06 de setembro de 2012 | 15h02

Segundo o Ministério Público, os R$ 32 milhões em empréstimos abasteceram o esquema de compra de apoio político no Congresso durante o primeiro mandato do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até o momento, a ex-presidente e atual acionista do banco, Kátia Rabello, e o ex-vice-presidente da instituição José Roberto Salgado foram condenados por gestão fraudulenta.

Os outros dois dirigentes suspeitos de envolvimento com o esquema, Ayanna Tenório e Vinícius Samarane, devem ter tratamento diferenciado. Ayanna foi absolvida por cinco ministros, que consideraram que ela teve uma atuação marginal no caso, sendo responsável apenas por duas renovações de empréstimos a agências de Valério.

Ex-diretor e um dos atuais vice-presidentes do banco, Samarane, por ora, foi condenado por cinco ministros. Os magistrados argumentaram que Samarane, apesar de não ter participado da concessão e renovação das operações, atuou para omitir as irregularidades dentro da instituição. Dois ministros, no entanto, incluindo o relator do processo, Joaquim Barbosa, adiantaram que a pena imposta a Samarane será menor. Em linhas gerais, os magistrados entenderam que ele não tinha influência nas decisões da instituição.

Ainda faltam votar os ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ayres Britto. Com a sessão desta quinta, o Supremo conclui o julgamento do chamado núcleo financeiro. Na sequência, deve começar a votação sobre o caminho do dinheiro, que, segundo o Ministério Público, foi "lavado" para depois comprar apoio político.

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