Decisão sobre primeiras ações contra Sarney sai amanhã

Oposição já prepara recurso caso o parecer seja pelo arquivamento

Denise Madueño, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2009 | 17h32

O presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), vai apresentar nesta quarta-feira sua decisão sobre as primeiras ações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), protocoladas no colegiado. A oposição já prepara recurso caso sua decisão seja pelo arquivamento das ações. O Conselho é formado majoritariamente por aliados de Sarney - dez dos 15 senadores. Duque descartou pedir mais prazo, de cinco dias, para apresentar sua decisão sobre se aceita ou não as ações.

 

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Duque disse que amanhã se pronunciará sobre as três denúncias apresentadas pelo líder do PSDB, senador Artur Virgílio (AM), ao conselho e sobre as duas primeiras representações apresentadas pelo Psol, contra Sarney e contra o ex-presidente do Senado e líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL). Nas primeiras ações, o Psol pede a apuração das denúncias de irregularidades no Senado durante a gestão dos dois senadores a partir da revelação dos atos secretos. Na representação, o PSOL argumenta que os atos secretos criaram cargos, aumentaram remuneração, contrataram aliados políticos e parentes, beneficiando Calheiros e Sarney.

 

As três denúncias contra Sarney foram apresentadas por Virgílio, antes de o PSDB assinar as representações. Elas se referem a nomeações por atos secretos de parentes e amigos, ao suposto favorecimento do neto José Adriano Cordeiro Sarney, sócio de empresa que opera crédito consignado no Senado, e ainda suspeita de interferir a favor da Fundação Sarney, que desviou pelo menos R$ 500 mil de patrocínio de R$1,3 milhão da Petrobrás para empresas fantasmas e da família Sarney, segundo revelou reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Duque afirmou ainda que na sexta-feira terá a decisão sobre as outras representações contra Sarney. O PSDB protocolou três pedidos no conselho. Os documentos citam 18 atos secretos que teriam beneficiado parentes ou o próprio senador. O Psol também protocolou pedido de investigação sobre a denúncia de que Sarney teria ocultado mansão de R$ 4 milhões em Brasília de sua declaração de bens à Justiça Eleitoral. Também há no conselho outras três denúncias contra Sarney, apresentadas por Virgílio e pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

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