Decisão sobre mensalão 'não respinga' no governo, diz Tarso

Ministro minimiza o fato de ex-ministros e 'companheiros' do círculo pessoal de Lula estarem entre os indiciados

LEONENCIO NOSSA, Agencia Estado

21 de agosto de 2007 | 20h19

Em meio à expectativa do julgamento da denúncia do mensalão, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta terça-feira, 21, que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) não "respinga" nem muda a rotina no Palácio do Planalto. "Não só não respinga como também já foi declarado pelo Procurador-Geral da República que não respinga", disse. "Não tem nenhuma alusão ao governo ou ao presidente."  Veja também: Quem são os 40 do mensalão Deputados na mira: os cassados, os absolvidos e os que renunciaram Entenda: de uma câmera oculta aos 40 do mensalão  Veja o flagra de Marinho    Ministros do STF negam boatos de acordo em votos do mensalãoTarso Genro disse que as sessões no plenário do STF "não mudam nada" na agenda política do governo. Ele minimizou o fato de ex-ministros e "companheiros" do círculo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estarem na lista dos indiciados que podem virar réus num possível processo penal. "Temos é que ficar exultantes, porque as instituições no País estão funcionando de maneira regular e estável", afirmou. A uma pergunta se o julgamento seria um teste de fogo para o PT e o Planalto, o ministro respondeu que o governo não é formado apenas por um partido, mas por uma coalizão. "A aceitação ou não da denúncia se refere a indivíduos determinados, que cometeram ou não infrações determinadas", afirmou. "É um julgamento normal, importante", completou. "Enquanto ministro, não tenho nenhuma torcida, nenhuma inflexão a respeito do assunto que será examinado pelo Judiciário."

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