Decisão sobre a Raposa foi 'pacificadora', diz Mendes

Com oito votos favoráveis à demarcação das terras da reserva de forma contínua, faltam três votos

Carolina Ruhman, da Agência Estado

15 de dezembro de 2008 | 14h10

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, avaliou que a decisão parcial de demarcação contínua das terras da reserva indígena Raposa Serra do Sol , em Roraima, foi uma decisão "pacificadora e integradora". O ministro Marco Aurélio Mello pediu vista e o julgamento foi interrompido na última quarta-feira. Com oito votos favoráveis à demarcação das terras de forma contínua, ainda precisam ser ouvidos três ministros.  Veja também:Ouça entrevista com Dalmo Dallari  Repórter do 'Estado' é proibido de entrar na Raposa após julgamento TV Estadão: Assista ao voto dos ministros e o debate no STF  Blog da Raposa - o julgamento no STF  A disputa pela Raposa Serra do Sol  Entenda a sessão do STF e veja como votaram os ministros em outras questões  Leia a íntegra do voto do relator, a favor da demarcação contínua  Tarso e Mendes descartam acirramento de conflitos Para governador, arrozeiros terão de sair de Raposa Índios vencem no STF, mas decisão sobre Raposa é adiada Durante evento na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo, Mendes afirmou que o julgamento deve ser retomado e finalizado no primeiro semestre de 2009. "Tenho a impressão que (deve ser votado) logo no início de fevereiro", completou. O presidente do STF também lembrou que o Tribunal deixou para o início do ano que vem a votação do processo que envolve o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT) no caso de quebra de sigilo do caseiro Francenildo Santos Costa. "Deve ser em fevereiro", adiantou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.