Decisão que libertou Jader não valeu para três dos presos

Apesar de o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Tourinho Neto, ter concedido ontem um habeas corpus liberando da prisão o ex-senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e mais dois acusados de envolvimento em operações fraudulentas na extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), permanecem presos no Tocantins outros três acusados no caso. O ex-prefeito de Altamira (PA), Delio Fernandes, o empresário José Soares Sobrinho e Regivaldo Pereira Galvão, continuam detidos na Casa de Prisão Provisória (CPP) do Estado do Tocantins, em Palmas. A expectativa é de que os três sejam liberados ainda hoje. Mas a saída da prisão dependerá de duas ações: o ingresso no TRF de pedidos de habeas corpus específicos para os três ou a revogação do pedido de prisão preventiva por parte do juiz federal Alderico Rocha dos Santos, que na sexta-feira passada determinou a prisão de 11 acusados de participação em operações de desvio de recursos da Sudam. Santos é o titular da 2ª Vara da Justiça Federal no Tocantins.Segundo fonte ouvida pela Agência Estado, com a decisão de ontem do presidente do TRF da 1ª Região, o "natural" seria que a liberdade concedida para Jader e outros dois acusados alcançasse todos os demais citados no pedido de prisão preventiva concedido pela Justiça do Tocantins na última sexta-feira. Isso porque, como a decisão de Tourinho Neto considerou que o pedido de prisão preventiva não encontrava apoio dentro das leis que regem o sistema judiciário brasileiro, por um princípio de eqüidade, todos aqueles que tiveram a prisão preventiva estabelecida pelo despacho do juiz Alderico Rocha dos Santos deveriam se beneficiar da decisão de ontem do presidente do TRF da 1ª Região.Junto com o ex-senador Jader Barbalho, deixaram ontem a carceragem da Superintendência da Polícia Federal no Tocatins o ex-presidente da Sudam, José Arthur Guedes Tourinho e a contadora Maria Auxiliadora Martins. O presidente do TRF ainda concedeu habeas corpus para outro ex-presidente da Sudam - Maurício Vasconcelos - que não chegou a ser preso pela PF no sábado.

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