Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

'Decisão judicial se respeita', diz Alckmin sobre chance de Lula ser impedido de disputar eleição

Pré-candidato à Presidência, o governador de São Paulo disse que a decisão do TRF-4, que confirmará, ou não, a condenação do ex-presidente Lula por corrupção, 'deve ser respeitada', mas que preferia enfrentá-lo nas urnas

Thiago Faria, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2017 | 15h36

BRASÍLIA - Pré-candidato do PSDB à Presidência, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quarta-feira, 13, que a campanha de 2018 deve ter um grau de exigência superior a anos anteriores. Segundo ele, o "sofrimento da população" nos últimos anos com redução de renda vai exigir que candidatos apresente propostas factíveis."Não vamos chegar à terra prometida com voluntarismo." 

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Questionado sobre a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser impedido de disputar a eleição, disse que preferia não comentar. "Nós não entramos na parte jurídica. Decisão judicial se respeita. Nós tratamos da questão política. Temos divergências com o PT em inúmeros campos. Contamos que a candidatura do PT, de quem vai ser candidato, é um assunto interno. O PSDB estará apresentando um grande projeto para o País."

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) marcou para 24 de janeiro o julgamento do recurso da defesa do ex-presidente em relação à sua condenação na Lava Jato. Caso a condenação seja confirmada, Lula será enquadrado na Lei da Ficha Limpa e poderá ser considerado inelegível.

Para Alckmin, sua preferência seria enfrentar Lula nas urnas. "Claro que queremos enfrentar nas urnas, mas questão judicial não decidimos sobre isso", disse.

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