Decisão do TSE é terremoto que se acomoda, diz Paulo Renato

O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, previu que os partidos vão se adaptar à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as coligações, logo que passar o impacto provocado pela novas regras. Ele comparou a situação enfrentada hoje pelos políticos brasileiros a das populações atingidas por terremotos, que conseguiram retomar à rotina depois do susto. "É um terremoto agora, mas o terremoto se acomoda", alega. "O certo é que foi uma medida importante para o processo político do País".Paulo Renato afirma que as pessoas que se opõem à iniciativa do TSE contestam o momento em que foram adotadas as novas medidas e não seus efeitos na política. "Todas as críticas são sobre a oportunidade", lembra o ministro, referindo-se à exigência dos partidos repetirem nos Estados as mesmas alianças da campanha presidencial deste ano. "Mas se a gente fica esperando melhor oportunidade, nunca faz as coisas".A candidatura do ministro da Educação ao Senado chegou a ser dada como certa, desde que ele desistiu de disputar a indicação do PSDB para concorrer à Presidência da República. Mas há cerca de 15 dias, ele abandonou as aspirações políticas, pelo menos nas eleições deste ano, para não ter de se submeter a uma disputa dentro do partido. Paulo Renato reafirmou que continuará no ministério até o final do governo. Ele disse que o pré-candidato tucano, José Serra, ainda não sabe sobre os efeitos da verticalização das alianças na sua campanha. "Oxalá as alianças que forem feitas nos favoreçam". De uma forma geral, ele acredita que as mudanças não devem favorecer a "essa ou aquela candidatura". Para o ministro, não procede a alegação de que o TSE teria adotado uma lei sem respeitar o prazo de um ano das eleições porque o tribunal teria se limitado a interpretar uma determinação que já existe na Constituição. Ele acha "exagero" chamar a iniciativa da Justiça eleitoral de "golpe", como chegaram a fazer alguns parlamentares.

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