André Dusek/Estadão
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'Decisão do Supremo a gente respeita', diz relator da reforma política na Câmara

Para Rodrigo Maia (DEM-RJ), uma decisão do Senado pode virar o jogo; a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) já aprovada em dois turnos pela Câmara está parada na Casa desde agosto

Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2015 | 18h43

Brasília - O relator da reforma política na Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que não há o que fazer diante da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de declarar inconstitucional o financiamento empresarial de campanhas.

"A decisão está tomada. Fazer o quê? Decisão do Supremo a gente tem que respeitar", afirmou Maia. "O PT quer justificar os seus males com o fim do financiamento privado. Como se antes da criação do financiamento privado, no início da década de 90, a corrupção não existisse no Brasil. Eu tenho discordância da relação de uma coisa com a outra, mas respeito a decisão do Supremo", disse Rodrigo Maia.

Para o deputado, uma decisão do Senado pode virar o jogo. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) já aprovada em dois turnos pela Câmara está parada no Senado desde agosto. "É só os senadores quererem votar. Só uma PEC para resolver este problema agora. Se o Senado resolver, bom. Se não, todo mundo se prepare para conseguir, da noite para o dia, mudar a cultura da população brasileira. Está na mão do Senado. A parte nossa foi feita", disse o parlamentar. 

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