Decisão do STF não beneficia Pitta e Nahas, que seguem presos

Na última 4ª, o Supremo mandou soltar Dantas, sua irmã e mais nove; o banqueiro já deixou a sede da PF em SP

10 de julho de 2008 | 09h48

O empresário Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, também presos pela PF, não foram beneficiados pela decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, que mandou soltar em caráter "imediato", Daniel Dantas, dono do banco Opportunity, sua irmã, Verônica Dantas, e mais nove pessoas ligadas ao banco. Todos foram presos na última terça-feira na Operação Satiagraha da Polícia Federal que apura crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas. Dantas e Verônica já deixaram a sede da Polícia Federal na madrugada desta quinta-feira.   Veja também: Beneficiado por habeas-corpus, Daniel Dantas deixa a carceragem da PF Leia a íntegra da decisão do STF que manda soltar Dantas  STF manda soltar Daniel Dantas e mais 10 presos da Satiagraha Tarso diz que prisões mostram que não há intocáveis Você acredita que não há mais intocáveis no País? PF abre sindicância sobre suspeita de excessos na Satiagraha Dirceu condena 'espetacularização' da PF Entenda como funcionava o esquema criminoso  Mulher de Dantas era 'laranja', aponta Coaf Dantas ofereceu suborno de US$ 1 milhão para escapar da prisão, diz MP Entenda o nome da Operação Satiagraha, que prendeu Dantas     Na primeira noite sob custódia federal, Dantas e Pitta dividiram a mesma cela - um espaço acanhado do terceiro andar da sede da Polícia Federal de São Paulo, na Lapa. O único conforto permitido foram colchonetes, lençóis, cobertas e toalhas que os parentes entregaram aos carcereiros ainda na tarde de terça-feira, pouco mais de 10 horas depois de deflagrada a operação da PF. Até as 20h30, Pitta achou que ficaria isolado na cela de cerca de 6 metros quadrados. Foi quando Dantas, parentes e assessores próximos chegaram algemados do Rio. Diabético, Pitta pôde receber suas medicações, mas lhe foram negadas as barras de cereais que costuma comer para controlar sua taxa de glicemia. Todos os presos tiveram de comer a quentinha da PF. Os advogados protestaram pela operação ter sido desencadeada na véspera de um feriado estadual - alegaram que ninguém foi ouvido ontem porque só havia plantonista na PF. A instituição diz que dedicou o dia para analisar a documentação apreendida. "Tudo leva a crer que foi estratégico o dia da operação", reclamou Paula Sion, advogada de Pitta. Ela ressaltou que, além de ser filmado, seu cliente foi informado de que se tratava de uma busca e apreensão. "Só às 9h30, quando todos os sites já publicavam que ele estava preso, é que a delegada deu voz de prisão." Nélio Machado, defensor de Dantas, reclamou das instalações em que o banqueiro ficou, "absolutamente inadequadas", e chamou de "arbitrária e descomedida" a decisão judicial da prisão do banqueiro. "Foi um linchamento da época medieval." O criminalista Adriano Salles Vanni, que defende integrantes do grupo de Naji Nahas, demonstrou indignação. "A acusação é fantasiosa e a prisão, absurda."   (Com Rodrigo Pereira, de O Estado de S. Paulo) var keywords = "";

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