Decisão do relator ‘não faz sentido’, diz defesa de Henry

Para advogado de Pedro Henry, o voto do relator é "continuidade da acusação"

18 de setembro de 2012 | 00h55

“Não faz o menor sentido, é subestimar a capacidade dos demais parlamentares, é dar um super poder de ascensão ao Pedro Henry sobre os outros deputados até com mais tempo de Casa”, declarou o advogado José Antonio Duarte Alvares, que defende Henry.

“Ele (Henry) simplesmente refletia a opinião da maioria dos deputados, essa é a posição de um líder da bancada, jamais orientou votos para pagamentos.” Para Duarte, o voto do relator é “continuidade da acusação, leu trechos dos interrogatórios e não os concluiu”.

Ele afirma que Joaquim Barbosa desprezou partes dos depoimentos que, em sua avaliação, mostram que Henry não conduziu a bancada para prática criminosa. “O Janene (José Janene, ex-deputado, morto em 2010) declarou na fase policial que Henry nunca tratou de assuntos financeiros, mas o relator não leu em seu voto.”

“Cada cabeça uma sentença”, disse o advogado Leonardo Yarochewsky, que defende Simone Vasconcelos, ex-diretora financeira de Marcos Valério. “Ela não tinha autonomia.”

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