Decisão do DEM sobre expulsão de Arruda pode sair na sexta

Para seu presidente, Rodrigo Maia, partido deve 'garantir o direito de defesa' e tomar decisão com base jurídica

estadao.com.br,

08 de dezembro de 2009 | 13h17

A decisão do DEM sobre a expulsão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, até agora dada como inevitável, pode ficar para o início desta sexta-feira, 10. É o que sugere o presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (DEM), para quem a discussão pode se estender.

 

Segundo o deputado, o prazo para Arruda entregar sua defesa termina na quinta-feira, 10, às 18 horas. Depois, a executiva do partido deverá analisar com rigor o relatório e dar uma decisão sobre a expulsão ou permanência do governador no partido. Arruda é suspeito de liderar um esquema de arrecadação e distribuição de propinas a secretários e parlamentares aliados da Câmara Legislativa do Distrito Federal, no chamado “Mensalão do DEM”.

 

Não é uma discussão que vai levar 15 minutos”, disse Maia. “O partido precisa cumprir todos os seus prazos. Precisamos ter calma nesse momento e garantir o direito de defesa”, completou.

 

A preocupação do partido, explica o deputado, é fazer um parecer que evite que o governador Arruda tente anular a decisão pelas vias judiciais. “Uma decisão que tenha base legal para que ele não recorra à Justiça.”

 

Rodrigo Maia afirmou que uma decisão quanto ao possível envolvimento do vice-governador, Paulo Octávio, – também do DEM – e de outros deputados distritais do partido, como o presidente afastado da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente, será tomada futuramente.

 

Tudo será feito no seu tempo. Nada ficará sem resposta. Esta semana vamos decidir o caso do governador e depois ver como fica a situação no Distrito Federal.”

 

Paulo Octávio é citado nas denúncias como uma das autoridades que teriam recebido dinheiro do ex-secretário do GDF, Durval Barbosa. Leonardo Prudente aparece em gravações colocando dinheiro dentro das meias. À imprensa, disse que guardou as notas na meia por uma questão de segurança.

 

(Com informações da Agência Brasil)

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