Decisão de Sarney não surpreende lideranças no Amapá

A decisão do senador José Sarney (PMDB-AP) de não disputar a reeleição nas próximas eleições não surpreendeu lideranças políticas do Amapá ouvidas pela reportagem. O presidente do PT no Amapá, Joel Banha, e o governador Camilo Capiberibe (PSB), acreditam que a desistência de Sarney abre caminho para a formalização da chapa entre PT e PSB nas eleições estaduais, esvaziando a possibilidade de uma intervenção da executiva nacional do PT no diretório local.

RAFAEL MORAES MOURA, ENVIADO ESPECIAL, Agência Estado

24 Junho 2014 | 12h09

"Não tem mais nenhum motivo para fazer intervenção", afirmou o presidente do PT do Amapá, Joel Banha. "Não é o senador Sarney que queria a reeleição, são as pessoas que dependem dele. O Sarney tem 84 anos, é justo que a gente tenha uma renovação." O candidato ao governo do Amapá apoiado por Sarney é o ex-governador Waldez Góes (PDT), preso em 2010 na operação Mãos Limpas da Polícia Federal. O PMDB trabalha para formar uma aliança com o PT no Estado, mas o partido pretende lançar a atual vice governadora Dora Nascimento na disputa pelo Senado Federal, dentro da coligação de Capiberibe.

"A decisão do Sarney já era esperada, a gente tinha informações privilegiadas de que ele não seria candidato, só esperava ele se definir", afirmou Dora. "O Sarney tem serviços relevantes prestados, é um senhor de 84 anos, mas a gente está trabalhando em cima da renovação aqui no Amapá."

Para o governador Camilo Capiberibe, a decisão de Sarney é uma "notícia boa". "Isso representa a possibilidade de aposentarmos um modelo de fazer política", disse. Com o PT dentro da chapa pela reeleição, o governador deverá ter garantido mais três minutos na campanha eleitoral na televisão.

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