Decisão de Mendes liberta Pitta, Nahas e mais nove

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, concedeu habeas-corpus para libertar o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, o investidor Naji Nahas e outros oito investigados pela Polícia Federal (PF) na Operação Satiagraha. Pouco depois, em decisão tomada em separado, o presidente do STF atendeu a um pedido de habeas-corpus apresentado pelos advogados do doleiro Lúcio Bolonha Funaro. No total, foram libertadas 11 pessoas. Gilmar Mendes estendeu para eles a decisão que já havia beneficiado, ontem à noite, o sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, sua irmã, Verônica Dantas, e outros nove investigados. Os argumentos apresentados para libertar Pitta, Nahas e os demais são os mesmos usados para liberar Dantas, ou seja, que não haveria risco de ocultação ou destruição das provas pelos investigados. Mendes alegou que não haveria razões suficientes para manter os suspeitos presos. Dantas deixou a carceragem da PF durante a madrugada. Porém, o banqueiro foi novamente preso hoje à tarde após nova ordem de prisão, desta vez preventiva, expedida pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Segundo o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP), o sócio-fundador do Opportunity teria sido o mandante de tentativa de suborno a um delegado da PF para que fosse retirado o seu nome, o de sua irmã e o do sócio e vice-presidente do banco, Carlos Rodemburg, do inquérito da Satiagraha, que investiga indícios de corrupção, tentativa de suborno, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

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