Decisão de governador dificulta sua situação no DEM

Em nota divulgada à imprensa, o DEM deixa claro que a decisão do governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, de se manter no cargo, dificultará sua situação dentro do partido. A cúpula do DEM se reunirá na próxima terça-feira para discutir o futuro de Paulo Octávio. O deputado Demóstenes Torres (GO) apresentará o pedido de expulsão do governador em exercício, citado como beneficiário do esquema de corrupção no governo do Distrito Federal.

CAROL PIRES, Agencia Estado

18 Fevereiro 2010 | 19h25

Apesar de toda a expectativa, Paulo Octávio anunciou hoje que não vai renunciar. O governador alegou ainda que, ao decidir ficar à frente do Distrito Federal, ouviu conselho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"A única recomendação que o governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, deveria seguir é a de seu partido, os Democratas. Ao dizer que acatou conselho de presidente Lula, Paulo Octávio praticamente assina sua ficha de desfiliação", afirma nota divulgada pelo DEM, assinada pelo líder do partido na Câmara, Paulo Bornhausen.

"Os Democratas não pactuam, de maneira alguma, com a corrupção. E muito menos com o que o PT faz - ao invés de punir, premiar os mensaleiros, réus no Supremo Tribunal Federal e chamados de quadrilheiros pelo procurador-geral da República, com cargos de chefia no partido, no governo federal, no Congresso Nacional e no comando da campanha presidencial de sua candidata", completa a nota.

Mais conteúdo sobre:
mensalãoDFDEMPaulo Octávio

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.