Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

Decisão de aliança não sai antes de junho, diz presidente do PSB

Governador de Pernambuco Eduardo Campos negou que diretórios de São Paulo tenham definido apoio a Serra; intenção de Campos seria fechar com Haddad

Daiene Cardoso, da Agência Estado

05 de março de 2012 | 14h09

SÃO PAULO - O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, negou nesta segunda-feira, 5, que os diretórios estadual e municipal da legenda tenham fechado questão em torno da eventual aliança com o PSDB na cidade de São Paulo, para as eleições de outubro deste ano. E garantiu que esta definição não sairá antes de junho - mês em que serão realizadas as convenções partidárias, de acordo com o calendário eleitoral. "Este processo não se conclui antes de junho", garantiu, após participar de palestra na Associação Comercial de São Paulo. "Por que o PSB tem de tomar a decisão agora?", indagou.

 

De acordo com o líder do PSB, o partido está iniciando o processo de discussão sobre a política de alianças em São Paulo. Ele procurou minimizar a força de sua legenda na cidade, dizendo que o PSB não define o quadro sucessório na Capital. Apesar disso, é um partido que vem sendo disputado por PT e PSDB. Campos negou também que tenha feito acordo com a presidente Dilma Rousseff e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o partido apoie o pré-candidato do PT à Prefeitura, Fernando Haddad. "Não tem nenhuma decisão preestabelecida em relação a nenhum município, nunca tratamos disso", argumentou.

 

O governador ressaltou que o PSB tem compromisso apenas com a própria sigla e não com outras legendas. "Quem decide o futuro do PSB é o próprio PSB", reforçou.

 

Eduardo Campos citou que a política de alianças de seu partido é debatida nas esferas municipal e estadual. E para os municípios com mais de 200 mil habitantes, a decisão precisa ser referendada pelo diretório nacional. Apesar dessa regra, ele negou que exista a intenção de uma intervenção futura em São Paulo, mesmo o partido sendo mais próximo dos tucanos no Estado, enquanto no âmbito nacional, estar mais próximo do PT da presidente Dilma Rousseff. "Ninguém vai impor a ninguém uma posição", frisou.

 

O governador de Pernambuco chegou nesse domingo, 4, a São Paulo e participou de um jantar com o prefeito da Capital, Gilberto Kassab (PSD). Nesta manhã, Campos deu palestra na Associação Comercial de São Paulo, acompanhado do secretário estadual de Turismo, Márcio França, também presidente do Diretório Estadual do PSB, do vereador Eliseu Gabriel, presidente do Diretório Municipal da legenda, além de lideranças do PSD, como Kassab, o vice-governador Guilherme Afif Domingos, e o ex-deputado federal Índio da Costa.

 

Juntos. O prefeito de São Paulo, que apoia a pré-candidatura do tucano José Serra, disse que torce para que o PSB e o PSD estejam juntos no mesmo palanque, mas que a decisão cabe aos pessebistas. "Eu não participo deste processo de alianças", explicou o prefeito. Kassab disse ainda que está focado na gestão da cidade e que o pré-candidato do PSDB à sua sucessão, José Serra, não pediu para que ele ajude nas negociações para o fechamento de alianças neste pleito. "Minha prioridade é administrar São Paulo. Não fiz essa articulação nem na minha campanha para a reeleição, se ele (Serra) pedir, eu posso ajudá-lo, mas ele não pediu", disse o prefeito, que deixou o prédio da Associação Comercial para almoçar com Eduardo Campos.

 

 

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