Decisão contra Dantas mostra independência, diz Tarso

Ex-banqueiro do grupo Opportunity foi condenado na terça a dez anos de prisão por corrupção ativa

Agência Brasil

03 de dezembro de 2008 | 13h54

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta quarta-feira, 3, que a condenação do ex-banqueiro Daniel Dantas, determinada  pela Justiça em São Paulo, é um sinal da independência do Judiciário num País onde as pessoas não estão acostumadas a ver "figurões" condenados.   Veja também: Leia a íntegra da decisão do juiz De Sanctis  Pela 2ª vez, CNJ adia julgamento do juiz do caso Dantas Justiça condena Dantas a dez anos por corrupção MP pode recorrer para pedir pena maior  Novo relatório da Satiagraha é 'reprodução', diz Protógenes As fases da Operação Satiagraha: o que mudou e o que fica igual As prisões de Daniel Dantas  Os alvos da Operação Satiagraha    "Ninguém está acima da lei, ninguém está acima do poder inquisitório da polícia, ninguém está acima do Ministério Público quando age dentro das formalidades legais. Seja a sentença mantida ou reformada", disse. "Quando o processo chega (a esse ponto) é uma vitória da democracia, de todas as facções políticas e da cidadania", completou.   O ex-banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, foi condenado a dez anos de prisão por corrupção ativa. Ele é acusado de tentar subornar um delegado da Polícia Federal para ter seu nome excluído das investigações da Operação Satiagraha. Quem assinou a sentença foi o juiz Fausto De Sanctis.   O próprio de Sanctis responde a processo administrativo no Conselho Nacional de Justiça pela acusação de ter repassado a policiais federais senhas para acesso irrestrito a cadastros e históricos de ligações telefônicas de investigados pela Satiagraha.

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