Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

'Decisão cabe ao Judiciário', diz Temer sobre ação no TSE

Presidente faz declaração após tribunal suspender julgamento de chapa vencedora da qual fez parte em 2014

Altamiro Silva Junior, Francisco Carlos de Assis, Mariana Durão e Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2017 | 15h28

O presidente Michel Temer disse na tarde desta terça-feira, 4, em rápida entrevista a jornalistas em São Paulo, que a decisão do julgamento que pode cassar a chapa que o elegeu em 2014 junto com a ex-presidente Dilma Rousseff cabe ao Poder Judiciário. "Vamos estar obedientes às decisões do judiciário", afirmou após fazer palestra em evento do Bradesco BBI.

suspensão do julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já era esperada pelo Palácio do Planalto. A fase de coleta de provas foi reaberta e o julgamento que pode gerar a cassação de Temer e a inelegibilidade do peemedebista e da petista foi adiado sem um prazo definido para ser retomado.

Já em agenda no Rio, horas mais tarde, Temer disse concordar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que afirmou nesta tarde que seria melhor o processo no TSE terminar logo. "O presidente Rodrigo tem razão: quanto antes liquidar esse assunto... acaba essa história. É uma preocupação muito legítima do presidente Rodrigo Maia", afirmou Temer. 

Temer não quis fazer comentários sobre o procedimento legal tomado pela corte. "Não comento as decisões e a conduta processual e procedimental do TSE", afirmou Temer, em rápida entrevista após pronunciamento à imprensa durante visita à Laad 2017, feira de negócios do setor de defesa, no Rio de Janeiro.

Relator do caso, ministro Herman Benjamin, fez declarações na sessão desta terça no sentido de que é preciso concluir brevemente o processo, que já se arrasta há dois anos e meio. "Não vamos querer ouvir Adão, Eva e a serpente", disse Benjamin.

Somente após a colheita dos novos depoimentos é que passará a contar o novo prazo estabelecido nesta terça, de cinco dias para as alegações finais da defesa. A partir de então o caso pode novamente ser incluído na pauta de julgamentos para que os ministros da Corte analisem o mérito do processo.

A pressa de Benjamin em liberar para julgamento a ação incomodou integrantes do (TSE), segundo apurou o Estado. Pelo menos dois ministros criticaram reservadamente o prazo de 48 horas fixado por Herman Benjamin para que o PSDB - responsável por mover a ação contra a chapa - e as defesas de Dilma e Temer apresentassem suas alegações finais.

 

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