Debate no Amapá ocorre sem grandes confrontos

O governador Pedro Paulo Dias (PP), preso na Operação Mãos Limpas, repetiu hoje que apesar de ter passado nove dias preso sequer foi ouvido. Disse também que não há nenhuma acusação contra ele. "Me tiraram a liberdade sem ter nenhuma acusação contra mim", disse ele participando de debate entre os candidatos ao governo do Amapá esta noite, na TV Amapá, afiliada da Globo.

ALCINÉA CAVALCANTE, Agência Estado

29 de setembro de 2010 | 01h09

Falou da Operação Mãos Limpas sem que fosse provocado pelos adversários. Nenhum dos três adversários hostilizou Pedro Paulo.

Dos cinco candidatos, quatro participaram: Lucas Barreto (PTB), Jorge Amanajás (PSDB), Camilo Capiberibe (PSB) e Pedro Paulo Dias (PP).

Genival Cruz, do PSTU, não foi convidado.

Foi um debate morno. A temperatura só subiu quando o senador José Sarney (PMDB) - que já declarou não ter candidato ao governo do Amapá - foi citado.

Camilo Capiberibe (PSB) lembrou que Lucas Barreto (PTB) foi um dos assessores nomeados secretamente por Sarney. Barreto revidou lembrando que Camilo Capiberibe e sua irmã foram "fantasmas" do Senado quando o pai João Capiberibe era senador.

Nas considerações finais, Pedro Paulo Dias tentou envolver os adversários na Operação Mãos Limpas. "Todos os três aparecem no inquérito", acusou. Os três ganharam direito de resposta, desmentindo o governador.

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