Debate em SP começa com pouca tensão

Um leve burburinho quando os candidatos José Serra (PSDB) e Marta Suplicy (PT) pediram direito de resposta marcou os únicos momentos de tensão no primeiro bloco do debate da TV Globo. No geral, as 130 pessoas da platéia mantiveram-se comportadas. Mesmo o publicitário Duda Mendonça e o marido de Marta, Luiz Favre, que discutiram durante os outros debates, desta vez fizeram poucos comentários. Quem parecia pouco à vontade eram os candidatos, que entraram no estúdio às 21h30 e tiveram de esperar 45 minutos para entrar no ar. Sem outra alternativa a não ser revirar seus papéis, alguns, como Luiza Erundina e Paulinho, preferiram assistir aos capítulos finais da novela Senhora do Destino. Sem trocar olhares, os outros candidatos ficaram olhando para a platéia. Os momentos mais divertidos no estúdio principal foram quando o som das tvs colocadas no estúdio interrompeu o silêncio. "Não vou admitir que a senhora faça isso", bradou uma personagem da novela para o susto geral. Minutos depois, mais acostumados com o som da novela, a platéia voltou a rir enquanto o ator José Wilker repetia: "Não estou legal hoje." Com expressão fechada e já há 40 minutos no estúdio, os candidatos pareciam ilustrar a fala da novela. A maioria dos candidatos preferiu ficar em pé mesmo. A exceção foi a prefeita Marta, que só se levantou do banquinho na hora de responder e usar o direito de resposta. Na platéia, o público ficou dividido em dois lances. À esquerda, estavam o ministro Márcio Thomaz Bastos, o senador Aloizio Mercadante, o ex-governador Orestes Quércia, o deputado Michel Temer e a esposa do candidato José Serra, Mônica, entre outros. À direita, Favre e Duda ocuparam a primeira fila. Mais atrás, o produtor do programa de Serra, Luiz González, o senador Eduardo Suplicy e o seu filho Supla, que ocupou os intervalos tirando fotos com funcionários da Globo. Pouco antes de começar o debate, o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, disse que a prefeita Marta Suplicy (PT), candidata à reeleição, tem o que mostrar em seu governo. "Ela é uma mulher muito afirmativa e vai vencer a eleição", comentou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.