Reprodução/Youtube
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Debate e programas de TV são fatores decisivos para as eleições

Jornalistas do Estado e da TV Cultura comentam campanha dos candidatos à Prefeitura de SP

O Estado de S. Paulo

29 de agosto de 2012 | 14h30

SÃO PAULO - A corrida eleitoral pela Prefeitura de São Paulo deve ser definida pelos programas eleitorais veiculados pelos candidatos e pelos debates dos quais eles participam, segundo análise dos jornalistas do Grupo Estado e da TV Cultura que participaram nesta quarta-feira, 29, de um bate-papo via Youtube sobre a campanha na capital paulista.

 

"Eu acho que o mote básico de toda campanha gira em torno da televisão, em torno do tempo que cada candidato tem. As campanhas de José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) estão muito bem feitas. O Celso Russomanno (PRB) tem apenas dois minutos e pode ter problemas com a visibilidade na televisão e, por isso,  vai precisar dos encontros para reagir", analisa Celso Kinjô, gerente de jornalismo da TV Cultura.

 

Para José Roberto de Toledo, jornalista e blogueiro do Grupo Estado, os debates nem sempre influenciam no resultado final de uma eleição, mas no caso do pleito de outubro, isso pode acontecer. "O debate será muito importante, principalmente, se houver confronto direto entre os candidatos que buscam uma vaga no segundo turno", disse.

 

A ação dos padrinhos políticos também deve mudar o cenário atual. A senadora Marta Suplicy (PT) entrou de vez na campanha de Haddad, que ainda conta com o apoio do ex-presidente Lula. "O papel do Lula nesse momento é imbatível, é incomparável em relação a outros padrinhos políticos, dada a popularidade que ele tinha quando deixou a Presidência. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) também tem sua participação e sua influencia", avalia Kinjô, citando os apoios do PT e do PSDB.

 

A jornalista e blogueira do Grupo Estado Julia Duailibi apontou um outro aspecto que pode ter peso sobre o resultado final das eleições - o eleitorado religioso. "As igrejas são muito atuantes nas diversas comunidades espalhadas pela cidade, principalmente nas mais pobres", diz. Segundo ela, Russomanno, que vem de um partido com formações evangélicas, e Serra, que conta com o apoio do prefeito Gilberto Kassab, levam vantagem nesse ponto. "Nessa corrida, Haddad está atrás. O PT precisa correr atrás dos evangélicos até para ter apoio caso seja atacado nessa questão."

 

Debate Estadão/TV Cultura/Youtube

 

O hangout - ferramenta de teleconferência do Google - desta quarta-feira foi o primeiro de uma série de três sessões preparatórias para o debate que será realizado entre Estadão, TV Cultura e Youtube, agendado para o dia 17 de setembro. Os oito principais candidatos se encontrarão às 21h15 para apresentarem suas propostas e responderem às perguntas de jornalistas e eleitores.

 

Os jornalistas ainda fizeram previsões sobre o que esperam do encontro. "Espero que seja um debate corajoso, que não seja movido pelo politicamente correto dos marqueteiros", disse Julia. Para Kinjô, "o debate vai ser absolutamente decisivo e permitir que o paulistano tenha uma definição melhor do que seu eventual candidato representa". Toledo, por sua vez, crê que "o debate vai pegar fogo" e espera confrontos diretos, uma vez que "já vemos sinais de anticampanha". 

 

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