Debate dos candidatos em SP reúne autoridades e torcida

A prefeita de São Paulo e candidato à reeleição, Marta Suplicy (PT), não só mobilizou o maior número de cabos eleitorais para o debate nas ruas ao redor da TV Bandeirantes, como levou dois ministros, Aldo Rebelo (Coordenação Política) e Márcio Thomaz Bastos (Justiça), dois secretários municipais, dois senadores, o presidente do partido, José Genoino e vários deputados federais e estaduais. A "tropa de choque" da petista chegou antes dela aos estúdios da Band - Marta foi a última candidata a chegar, escoltada pelo marido, Luis Favre e pelo candidato a vice, Rui Falcão. O ex-marido da prefeita, senador Eduardo Suplicy, era um dos mais entusiasmados. À entrada, dizia-se muito otimista sobre a performance da ex-mulher. "Ela está muito melhor preparada hoje do que em 2000", repetia. Ao lado do PT, os tucanos também levaram várias autoridades. O vice-governador Cláudio Lembo (PFL) representou o governador Geraldo Alckmin, que está no Japão. Todos os ex-postulantes à vaga do partido, deputados Walter Feldman, Zulaiê Cobra, o secretário de Segurança, Saulo de Castro Abreu Filho e o ex-presidente do PSDB, José Aníbal, acompanharam Serra, assim como o líder do partido no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM). Assim como Serra, Paulo Maluf (PP) levou a mulher, Sylvia e um casal de netos, filhos de Flávio Maluf. Ao grupo, juntaram-se o vice, Antonio Salim Curiati Júnior, alguns deputados estaduais e vereadores. Luiza Erundina (PSB) compareceu com a menor equipe. Além de alguns assessores e integrantes do PSB, escoltaram-na o vice, Michel Temer e o ex-governador Orestes Quércia, principais expoentes do PMDB no Estado. Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT), chegou com a mulher e alguns correligionários. Também Havanir Nimtz (Prona) e Ciro Moura (PTC) chegaram discretamente. As torcidas "ilustres" se dividiram entre o estúdio e uma sala vip, com dois telões e comes e bebes. Nas fileiras de cadeiras da sala vip, misturaram-se todos os partidos, em clima bastante ameno. Torcida O PT tradicionalmente mostra boa capacidade de mobilização de militantes e cabos eleitorais durante debates políticos organizados por redes de televisão. No debate da TV Bandeirantes, o petismo voltou a exibir essa força, mas de uma forma tão forte que deixou evidente o desequilíbrio desta campanha em termos de propaganda. Eram mais de mil torcedores petistas, quase todos uniformizados e munidos de faixas e bandeiras. Nenhuma outra torcida chegou perto disso. O segundo grupo em quantidade de pessoas, o do PDT, de Paulo Pereira da Silva, mal chegava a 200. O PP, de Paulo Maluf, contou apenas com um grupo de 20 motoqueiros e 19 sambistas da Rosas de Ouro, que nem tinham para quem tocar. O PSB também reuniu só 19 para gritar o nome de Luiza Erundina. A menor torcida presente era a de José Serra, com exatamente meia dúzia de pessoas. "Somos militantes de verdade, não recebemos nenhum tostão para estar aqui", disse o tucano Francisco Pansiga Jr, do diretório do partido na região do Campo Limpo. "O pessoal do PT é remunerado e o PDT está usando a estrutura sindical." A torcida ocorreu sem incidentes graves. Um dia antes, representantes dos partidos haviam se reunido com representantes da Polícia Militar e da Bandeirantes para definir os espaços que ocupariam ao redor da emissora. Os pequenos incidentes registrados ocorreram no meio petista. Um deles foi quando um caminhão da subprefeitura da região apareceu para retirar os carrinhos de lanches que estavam por ali, sob a alegação de que não tinham autorização. Foram vaiados pelos petistas e acabaram indo embora de mãos vazias. O segundo foi quando um grupo de motoqueiros, com camisetas da campanha de Maluf e organizados pela Associação Paulista de Mensageiros e Motqueiros decidiu passar pelo meio dos petistas, que consideraram aquilo uma provocação. "Não é verdade", disse o líder do grupo, Jairo Xavier. "Entramos lá por engano, sem intenção de brigar com ninguém."

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