Deatur investiga caso da Via Brasil

A Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista (Deatur) de São Paulo vai investigar se a empresa aérea Via Brasil cometeu crime ao vender passagens sem ter como embarcar os passageiros. Com essa finalidade, a Deatur instaurou nesta quarta-feira o inquérito n.º 63/02.O único avião da Via Brasil, um Boeing 727-200, está retido desde domingo no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio. A medida foi determinada pelo Departamento de Aviação Civil (DAC), por problemas de manutenção e falta de documentação. O avião só poderá voltar a voar quando os documentos forem entregues.O Boeing foi impedido de operar depois que o DAC vistoriou a sede da Via Brasil, em São Paulo, na semana passada e descobriu que a empresa não tinha os documentos necessários para comprovar que o avião havia passado por um tratamento de anticorrosão da fuselagem.A reportagem tentou falar com a Via Brasil, mas ninguém atendeu aos três telefones do escritório.Os passageiros, revoltados, reclamaram dos prejuízos financeiros e de compromissos que deixaram de cumprir. Há casos de pessoas que precisavam ver parentes ou iriam viajar em férias. Segundo cálculos da polícia, cerca de 240 passageiros ficaram sem viajar em São Paulo. Parte deles estava nesta quarta em um hotel.A empresária Solange Nunes, de 31 anos, uma das passageiras, disse ter ouvido de um funcionário da Via Brasil que cerca de 2.500 passageiros estavam parados em outros aeroportos do País. O avião teria em sua rota capitais do Nordeste como Recife, João Pessoa, Fortaleza e Natal.

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