De volta ao Senado, Marina diz que focará em ações ambientais

Ex-ministra do Meio Ambiente retomará mandato para consolidar a agenda do desenvolvimento sustentável

Agência Brasil,

14 de maio de 2008 | 14h16

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que pediu demissão na última terça-feira, disse que retomará o mandato de senadora para buscar respaldo político para ações ambientais. A declaração consta de carta publicada nesta quarta-feira, 14, na página do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.  Veja Também:Fórum: opine sobre a atuação da ministra no cargo  Do seringal ao ministério: a trajetória de Marina  Veja galeria de fotos da ministra no governo Íntegra da carta de demissão de Marina SilvaFurioso, Lula diz que Marina foi 'espetaculosa' Cotado para lugar de Marina, Jorge Viana encontra LulaNomeação de Mangabeira teria sido a gota d'águaMangabeira nega divergência com Marina SilvaAntes de sair, Marina fez duras críticas aos biocombustíveisVeja os ministros que deixaram o governo Lula Especial: Amazônia - Grandes reportagens   "Voltarei ao Congresso Nacional na busca da sustentabilidade política fundamental para consolidação da agenda de desenvolvimento sustentável", afirma na carta endereçada aos servidores do Ministério do Meio Ambiente, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes, da Agência Nacional de Águas (ANA), do Serviço Florestal Brasileiro e do Jardim Botânico.  No pedido de demissão enviado ao Palácio do Planalto, Marina Silva alegou dificuldades enfrentadas "há algum tempo" para continuar implementando a agenda ambiental em nível federal e que "as difíceis tarefas que o governo ainda tem pela frente sinalizam que é necessária a reconstrução da sustentação política para a agenda ambiental".  Na carta enviada aos servidores, ela afirma que está fechando um ciclo "no qual enfrentamos muitas dificuldades" e cita uma série de ações do Ministério do Meio Ambiente e dos órgãos de apoio que classificou como "resultados gratificantes". Entre as medidas, estão a criação de 24 milhões de hectares de áreas de conservação e a aprovação da Lei de Gestão de Florestas Públicas.  A ministra demissionária afirma ainda que "está certa" de que o trabalho dos órgão ambientais terá continuidade em outras gestões, "sobretudo pela ação de vocês, servidores, os agentes verdadeiramente capazes de internalizar a política ambiental que melhor sirva ao País".

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