Geraldo Magela/Agência Senado
Geraldo Magela/Agência Senado

De surpresa, Wilder Morais toma posse na vaga de Demóstenes

Em cerimônia de cinco minutos e diante de três parlamentares, suplente assumiu mandato e deixou o Senado sem falar com os jornalistas

Ricardo Brito, da Agência Estado - atualizado às 12h16

13 Julho 2012 | 10h34

Numa cerimônia surpresa que não durou cinco minutos, o empresário Wilder Pedro de Morais assumiu na manhã desta sexta-feira, 13, o mandato de senador no lugar de Demóstenes Torres (sem partido-GO), cassado na quarta, 11, pela suspeita de usar o mandato para defender interesses do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Somente quatro senadores participaram da posse, número mínimo previsto no regimento do Senado: Ciro Nogueira (PP-PI), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Ana Amélia (PP-RS) e Roberto Requião (PMDB-PR).

Coube a Ciro Nogueira, como único representante da Mesa Diretora, ciceronear o novo senador pelo DEM no plenário, apresentá-lo aos presentes e empossá-lo, pouco depois das 9h. Logo em seguida, Morais deixou o Senado sem falar com os jornalistas.

"Ele chega ao Senado em uma situação desconfortável", afirmou Ana Amélia, referindo-se às suspeitas que pairam sob o novo colega: a de que ele teria omitido parte do patrimônio na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral e que teria entrado para a suplência de Demóstenes com o empenho de Cachoeira, conforme conversa grampeada pela Polícia Federal entre o contraventor e Morais.

O presidente do Democratas, senador Agripino Maia (RN), afirmou que recebeu um telefonema de Morais meia hora depois da posse dele. "(Morais) está no direito dele", disse o presidente do DEM sobre a posse relâmpago. Na conversa, o mais novo senador do DEM disse-lhe que vai responder a todos os questionamentos em um "curto prazo", sem precisar quando. Ele comunicou a Maia que estava em férias com a família.

Empossado, Morais garante direito a foro privilegiado, ou seja, só responderá a investigações criminais com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Receberá um salário de R$ 26,7 mil por mês, além de uma série de outro benefícios como verba para montar o gabinete, auxílio-moradia (em caso de não ocupar imóvel funcional) e a cota de combustível.

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